A "Pedagogia do envelhecer" como materialidade dos projetos criativos. Por Ignês Amorim Figueiredo - Coordenadora Pedagógica do "Mães Escritoras 50+"/ Feira Expocriativa


 

A "Pedagogia do envelhecer" como materialidade dos projetos criativos. 

Por Ignês Amorim Figueiredo - Coordenadora Pedagógica 

Projeto: "Mães Escritoras 50+"

 Subprojeto:Feira Expocriativa

 


Quando iniciamos o Projeto Mães Escritoras 50+, senti necessidade de que já começássemos da maneira certa: com uma coordenação pedagógica executada pela  Ignês, Mestre em Educação e filha de Dona Geralda, líder comunitária, que inspira a filha, desde criança, a lutar pelas causas sociais, para este papel, como voluntária. 

Clique no link e conheça a História de Dona Geralda

Alfabetizada pela mãe, em casa, Ignês nos esclarece sobre a importância dos pedagogos e dos PPPs, mesmo em instituições do Terceiro Setor, como é o caso do Clube de Mães do Bairro Santa Ruth.


 

Para que você entenda a importância deste profissional, Ignês Amorim Figueiredo, irá dissertar  sobre a presença fundamental da pedagoga dentro de Projetos Criativos, da Indústria Criativa, e seus desdobramentos. Ela é responsável pela formulação dos projetos pedagógicos do Clube de Mães do Bairro Santa Ruth e acompanha todo o nosso trabalho com as artesãs. 

Mestre em Educação e Coordenadora Pedagógica

 

Segundo ela:

"O coordenador pedagógico é uma figura essencial para gerenciar os processos criativos de um grupo de aprendentes. É ele quem coordena,  supervisiona, acompanha, assessora e  avalia as atividades pedagógico-curriculares para promover os membros de um grupo.


Sua atribuição prioritária é prestar assistência pedagógico-didática em todos os processos interativos que requeiram ensinar e aprender. 

Destaca-se com  relevância a construção  do planejamento participativo, coletivo mediado pelo coordenador na  construção de  uma práxis reflexiva, visto que a aprendizagem atinge sua plenitude, quando  há integração de todos, inclusive do gestor dentro do  mesmo propósito .


 O gerenciamento dos processos criativos de um grupo se baseia no  resgate de sua identidade em cada membro,  se   conscientizando  de suas reais atribuições,  conseguindo, assim, realizar um trabalho de qualidade para transformar sua realidade.


Coordenar  processos criativos de grupos sociais periféricos depende de um gerenciamento de Recursos Humanos com  capacidade de ser formador de opinião, articulador e transformador,   com vistas à promoção social. 


 Por isso, o Coordenador Pedagógico  precisa equilibrar estas duas necessidades preponderantes:

1- a educação na Gestão de Pessoas. Por isso que no projeto Mães Escritoras 50+ o pedagogo gerencia os processos criativos, garantindo a Inclusão Digital buscando, a partir de atividades educativas, conscientizar, valorizar e reconhecer o Imigrante Digital,  bem como o analfabeto funcional, com estratégias e conteúdos significativos em uma perspectiva de democratização do saber com atividades que façam sentido;

2- a compreensão de que a idade 50 +  traz suas experiências de vida  que devem ser consideradas neste processo educativo. O projeto  Mães  Escritoras 50 + dá visibilidade a  um grupo social periférico, outrora muitas vezes esquecido, fazendo ressignificar histórias  e reescrevendo-as para as gerações futuras. 

O Projeto Mães escritoras 50 + traz  à luz  a emergente necessidade de  exercitar a PEDAGOGIA DO ENVELHECER  que  significa aprendermos com nossos idosos (pais, avós, amigos, parentes), conferindo-as o papel de Mestras dos Saberes Locais, para que a velhice não seja somente a lembrança do passado e a  inatividade do presente, mas a oportunidade única  de compartilhar conhecimentos com quem foi protagonista da própria jornada, carregada de vivências de quem tem muito para nos ensinar. 


 

A função prioritária do coordenador pedagógico é esta, portanto:  identificar interesse de cada um dos aprendentes dentro das matizes de cores , histórias e buscas, fazendo com que todos se façam ouvidos, percebidos e valorizados  em cada  atividade realizada. 

Neste sentido, urge a necessidade deste profissional para adequar as  atividades que  melhor promovam o  desenvolvimento e participação todos em qualquer nível de formação educacional quer seja formal ou não formal, mas que compreendam  e abranjam  o sentimento  de pertencimento coletivo ." Ignês Amorim Figueiredo

 

Lucia Tania Augusto

Consultora Criativa e Proprietária da Escola Portátil de Oratória - Epocritiva

Belo Horizonte, 17 de fevereiro de 2023.


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