Após o curso "Feiras de artesanato: vitrines de uma cidade inclusiva", artesãs Expocriativas 40+ refinam a relação entre a Economia Circular e o Patrimônio Cultural local

Após o curso "Feiras de artesanato: vitrines de uma cidade inclusiva", artesãs Expocriativas 40+ refinam a relação entre a  Economia Circular e o Patrimônio Cultural local
 
Por Lucia Tania Augusto 
Belo Horizonte, 05 de fevereiro de 2023
 
#expocriativas #mulheresperiféricas40+ #economiacircular #patrimôniocultural #feiradeartesanato  #rosarinho,meutesouro!
 
Confesso! Tenho uma gratidão enorme pela influência de Márcio Sampaio, Eliana Rangel e André Paes Leme em minha vida. Me dei conta disto, somente após  o curso "Feiras de artesanato: vitrines de uma cidade inclusiva!". Estes três seres me mostraram um Rio de Janeiro da maneira sonhada: em 2004, fui convidada para ser pesquisadora do acervo de Grande Othelo, dentro do projeto "Grande Othelo - 90 anos", assim como trabalhei como assistente de direção dando suporte aos atores, auxiliei com os dados do acervo ao Sérgio Cabral (pai) para que este escrevesse a biografia e pude ter contato com o patrimônio de um grande artista.
 
Por outro lado, Márcio Sampaio me contratou como pesquisadora do CRAP - Centro de Referência das Artes Plásticas em Minas Gerais. O meu papel era identificar, selecionar e catalogar obras e formas de  atuação de artistas plásticos mineiros, no Rio de Janeiro. Na volta, trabalharia direto como pesquisadora na sua própria exposição comemorando os 50 anos de atuação. Eram os anos entre 2004 e 2009.
 
Toda esta experiência me apresentou a dimensão que pode ter uma cidade inclusiva, acolhedora do seu patrimônio, dos seus artistas, das suas comunidades.
 
Mas, onde as feiras entram nesta história? Viver a cultura carioca é, para mim, meio que viver a cultura do mundo. 
 
Eu trabalhava muito, mas nos poucos momentos de descanso, de relaxar,  ao invés de ir para o "samba" eu preferia ficar circulando nas várias feiras, de todos os tipos, de todas as culturas, de todos os lugares. No Rio de Janeiro, há uma feira por metro quadrado, até do improvável. Onde não há, quem ocupa? Os ambulantes. Eles são verdadeiras feiras-portáteis. Circulam com liberdade e alegria pela cidade, colorindo por onde passam. Daí vem o nome da minha empresa "Escola Portátil de Oratória" a Epocriativa. Circular por aí, ensinando as pessoas a colorir as suas relações, a contar histórias, a reescrever suas experiências e transformar a própria vida em uma jornada do herói cotidiano por meio da comunicação genuína. Quem me inspirou a pensar mais sobre as feiras foi um meu Tutor no Rio de Janeiro e que me recebeu em sua casa, Carlito Andrade. Gratidão!
 
Então...
 
Nos dias 09, 16, 13 e 30 de janeiro, as Expocriativas participaram do Curso on-line  "Feiras de Artesanato:vitrines de uma cidade inclusiva" dentro do projeto criativo "Rosarinho, meu tesouro!", do Clube de Mães do Bairro Santa Ruth. 
 
A inclusão e a diversidade que este tipo de negócio gera é incomensurável. As oportunidades também. 
 
Assim, no curso co-estou colocando em prática tudo o que aprendi e que ficou guardado dentro de mim, adormecido... 

Despertei somente agora, mais de 10 anos, ministrando o curso.

O objetivo foi capacitar e atualizar estas mulheres 40+ da periferia de Itabira, MG, sobre as possibilidades infinitas do trabalho com o artesanato voltado para práticas da Economia Circular e Patrimônio Cultural.
 
Assim, a Economia Circular, aparece como causa, fonte de inspiração no processo de criação das peças e prestação de serviços. 
 
Desde a concepção à embalagem, da seleção de materiais até a forma de expor, da gestão de resíduos no lar, até a destinação dos resíduos gerados pelo evento e sua reutilização, da feira com fins comerciais até o papel de detentora dos saberes locais e do patrimônio ambiental de cada lugar. 

Temos trocado muito. O aprendizado é circular também.

O conteúdo programático foi pensado para aprofundar a visão holística de um negócio:
Agora, toda atenção está ´voltada para a execução de pesquisas, captação de materiais junto às comunidades, empresas e outras artesãs e criação de peças artesanais para o projeto "Rosarinho, meu tesouro!". Arregaçar as mangas e nos inspirarmos neste tesouro que é a Igreja do Rosarinho. 

A iniciativa, agora, é conscientizar os pares aumentando o ciclo de vida de produtos que seriam descartados.
 
Um passo de cada vez em direção à Feira Nacional de Artesanato em 2023, no Expominas, Belo Horizonte: a Marquesa de Sapucaí dos artesãos....kkkk




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