Mudança de hábitos: Clube de Mães do Bairro Santa Ruth, em Itabira-MG, após 7 meses, amplia a sua visão na direção do Empreendedorismo Social: "Liberdade, ainda que tardia"

 

Com apenas 7 meses, a família Expocriativa, do Clube de Mães do Bairro Santa Ruth, apresenta resultados concretos de suas ações de empreendedorismo social por meio da "Feirinha de Artesanato do Santa Ruth", mudando o olhar sobre como lidar com os desafios atuais, com criatividade.

As feiras de artesanato como ambientes altamente inclusivos, abrem as portas para os talentos locais, geram inovação e ampliam as oportunidades. Quando já criadas com foco no bem comum, tornam-se uma estratégia que amplia o olhar de lideranças locais e gestores públicos.

Mas o que é o Empreendedorismo Social? Segundo o site "Abri minha empresa!" é:

"Basicamente, é um conceito que possibilita a construção de negócios que visam um maior impacto as melhorias na sociedade. Seja ela local ou até global também.

E dessa maneira, os empreendedores criam medidas que podem ser lucrativas, mas ao mesmo tempo ter melhorias sociais.

De modo resumido, existem TRÊS PILARES principais para trabalhar o empreendedorismo social:

1-O diagnóstico;

2- identificação de oportunidade;

3-criação de uma nova realidade." Fonte: ** https://abriminhaempresa.com/o-que-e-empreendedorismo-social-exemplos-reais-e-suas-vantagens/ em 10 de abril de 2023.

O empreendedorismo social, por sua visão mais holística e, por isto, mais crítica e responsável, pode trazer os seguintes  BENEFÍCIOS:

1- Criação de oportunidades com a visão da base para o topo da pirâmide. São as lideranças locais, na escuta de suas comunidades que  escolhem os temas mais relevantes e não o poder público;

2-gera inovação porque mostra com uma "lente de aumento" aspectos específicos da realidade criando, assim,  um ecossistema onde há escassez de recursos e ambiente inóspito que não gera interesse em "grandes negócios", mas que se pauta na diversidade, dando sinais claros da direção dos recursos públicos que são geridos de forma ineficaz. A denúncia está na própria persistência de problemas não resolvidos e denunciados. Não há vitimização. Não há reclamações vazias. Há ação. Posicionamentos. Esta ação vem como uma resposta não-violenta, consciente e libertadora da opressão. Do excluído que assume-se como protagonista da própria história, junto a outros excluídos. Estes, unidos, assumem a responsabilidade pela mudança desejada, em um ambiente de paz e congraçamento;

3-força a autonomia e a independência para resolver, de forma local, problemas detectados, quando percebe a inexistência da sensibilidade, logrados por anos de tentativas, denúncias e falta de respostas. Este benefício gera com a liberdade no pensar e no agir, de não se vincular a partidos e/ou grupos religiosos, que se interessam sazonalmente por comunidades excluídas se pautando somente no discurso;

4-constrói parcerias consistentes, incluindo voluntários, universidades, outras associações com os mesmos fins e, claro, os clientes que compram os produtos e serviços de qualidade, combinado com alto valor agregado;

5-pela sua gestão ágil, é mais rápido na percepção das mudanças e capacidade de mobilização para solução de problemas locais, demonstrando a solidariedade e celebrando o espírito humanitário.

 Com o sinal de internet ativo, aulas semanais de informática, artesanato, diversos cursos de capacitação e a regularidade da feirinha, novas portas se abrem, muitos hábitos se modificam, a autoestima aumenta e o espírito comunitário se consolida. 

  Veja imagens e vídeos, dia 09 de abril de 2023:


Expocriativas comemorando a Páscoa...
 






















Por Lucia Tania Augusto 

Escritora, Consultora Criativa e Proprietária da Epocriativa - Escola Portátil de Oratória

Belo Horizonte, 10 de abril de 2023.

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