As artesãs Expocriativas & ELAM oferecem a oficina ""Desembolando a memória e tecendo uma nova história!" Artesanato aplicado à Educação Patrimonial" para escolas de Itabira, MG


  As artesãs Expocriativas  & ELAM - Escola Livre de Artesanato Mineiro, oferecem oficinas de "Artesanato aplicado à Educação Patrimonial" para escolas de Itabira, MG .

 

Com o propósito de atingir a mais pessoas e divulgar o artesanato produzido por mulheres na periferia de Itabira, uma nova fase tem início para as artesãs Expocriativas e criadoras da ELAM - Escola Livre de Artesanato Mineiro, no dia 1º de março de 2023: a busca pela conscientização da preservação da memória da cultura popular por meio do artesanato.

O público-alvo será de alunos e alunas da Educação Infantil e Ensino Fundamental, a partir de julho de 2023, com a iniciativa das Instrutoras de Artesanato Adriana Almada e Sônia Aparecida. Elas iniciarão esta  jornada de divulgação e conscientização da importância do ofício de artesãs nas escolas públicas e particulares de Itabira, MG.

 "Desembolando a memória e tecendo uma nova história!"  voltada para um Artesanato aplicado à Educação Patrimonial".

 

Costura da vida de Sérgio Pererê

https://www.youtube.com/watch?v=NG_ErFvTn04

Eu tentei compreender

A costura da vida

Me enrolei pois

A linha era muito comprida

Mas como é que eu vou fazer

Para desenrolar

Para desenrolar

Se na linha do céu sou estrela

Na linha da terra sou rei

Na linha das águas

Sou triste

Pelo fogo que um dia apaguei

Na linha do céu sou estrela

Na linha da terra sou rei

Mas na linha do fogo Sou triste

Pelos mares que não naveguei

Sérgio Pererê

 

 



"Com a Pandemia, perdemos um pouco da esperança em nós mesmos, nas relações. Ficamos paralisados, isolados pelo medo, pela falta de esperança. Ao mesmo tempo, nós, as mulheres criativas dos projetos do Clube de Mães, buscamos nas nossas raízes, no que aprendemos com os nossos ancestrais outras formas de garantir a sobrevivência pelas nossas próprias mãos. 

 

Muitas de nós ficamos sem emprego, sem oportunidades e nos perguntamos: O que é possível fazer? O que eu sei que pode me ajudar a passar por este "vale escuro"? Então veio a brisa trazida pela memória de nossas mães. 

 

Arregaçamos as mangas, aquecemos as mãos e os corações e nos unimos, umas às outras para criarmos alternativas de sobrevivência, de geração de renda, mas, fundamentalmente, da união e solidariedade que são uma forma de remédio para imunidade em tempos difíceis. 

 

Queremos compartilhar este sopro de esperança com as crianças, oferecendo a todas as escolas que desejarem os nossos dons, aprendizados e vitórias porque, apesar de tudo, não desistimos!

Artesanato de mãe para as filhas: Dona Maria de Lourdes (vice-presidente do Clube de Mães Santa Ruth) e as instrutoras de artesanato - Adriana Almada e Sônia Aparecida

O objetivo das oficinas é expandir o raio de ação dessas mulheres com mais de 40 anos acessando alternativas criativas para que as escolas se prepararem, de forma diferenciada, em datas importantes do calendário escolar. Um exemplo, é o Dia do Folclore. Há a necessidade de repensar sobre o patrimônio material e imaterial (o objeto produzido, o valor do saber fazer e o afeto empregado) que estão aí,  vivos, disponíveis no tempo presente, pelas mãos das artesãs. 

 


A cultura Itabirana é, tradicionalmente, lembrada pelos mesmos mitos, lendas e ícones. De outro lado, pela aridez da paisagem, pela perda do poeta. Somos mais do que isso! Não está na hora de acrescentarmos uma visão mais feminina da periferia da cidade? 

No último dia 17 de maio foi feita a entrega dos certificados do Curso de "Instrutora de Artesanato".

 




Mostrar como é importante conhecermos e apresentarmos para as crianças pessoas que tem orgulho dos seus talentos, que são passados de geração em geração? Faz-se necessário, após o pico da Pandemia, resgatar os laços da  escola com as origens e as raízes das crianças, recontextualizando o papel dos mais idosos e, fundamentalmente, da mulher de periferia na construção da identidade da nossa cidade." Lucia Tania Augusto - Consultora Criativa


 

Mais quais os benefícios das nossas oficinas?

-Compreender a importância das matérias-primas, o conhecimento sobre como produzir artesanato,  divulgar e vender os produtos nas feiras. 

-Valorizar as feiras e os artesãos das periferias como Mestres Guardiães da Memória de um povo e da cultura popular;

-Mostrar como a escassez pode turbinar a criatividade;

-Melhorar a autoestima produzindo com as próprias mãos, testando ideias, errando, acertando, consertando, agindo diretamente sobre o objeto;

-Oferecer o aprendizado de  técnicas diferentes para fazer o mesmo produto: 1-Tricô de dedos, 2.Tricô na tábua de prego, 3.Tricô com agulha de crochê e 4.Tricô com duas agulhas de tricô (o tradicional);. 

-Inspirar as escolas a criarem trilhas formativas que poderão passar pelo processo de produção da lã, sua importância na vida das pessoas e toda a cadeia produtiva;

-Atentar para a união familiar no compartilhamento de conhecimentos, de histórias, experiências por meio de um ofício que  interliga todas as gerações;

-Refletir sobre a importância do Agasalho no período de frio e como podemos ajudar os mais carentes;

-Refletir sobre o consumismo ao ensinar como os próprios objetos com mais autonomia;

Oficinas de Escultura em feltro, maquetes  de material reciclável

 

-Conscientizar sobre os processos de confecção que não passam só pela máquina, pela produção em série e que, por vezes, não permitem a ação pela criação e pela personalização;

-Revitalizar as trocas de experiências intergeracionais;

-Buscar a memória afetiva de objetos de infância feitos de lã: sapatos, cobertos, meias, cachecóis, etc

-Valorizar o amor colocado em fazer algo com as próprias mãos e entregar de presente para alguém.

Bijouterias de crochê

 

-Exercitar a criatividade com propósito e aprendizados compartilhados dentro de grupos que tenham valores parecidos;

- Agir de forma responsável diante da comunidade ao oferecer os dons;

-Causar um impacto social de forma local, dentro da comunidade onde atua.


Por Lucia Tania Augusto


 

Consultora Criativa e Proprietária da Escola Portátil de Oratória

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